discurso amoroso

Casa da Alice

Pelotas-RS.
05 fev 2014

                             quimera

                       |reperformance|

                         

Museu de Artes de Santa Maria

Santa Maria-RS

23/09/2015

 

O que nos conforma? Porque o que é instituído tem tanta força? Que ações, instituições e discursos são ativados para a nossa modelagem? Como os discursos são apropriados e manejados para o controle de nossos corpos? Quando o amor pode ser arma mortífera? Mesmo assim, como cada um pode ser tantos? Como ser Quimera? A repetição da ação e da fala agindo como elementos que concentram a atenção sobre o corpo do performer.

A fala é composta por fragmentos do Gênesis e do Profeta Jeremias. Algo que alude à natureza divina do homem e do profeta. Mas mesmo assim, não somos iguais. Somos Quimera. E meu corpo de mulher, como estaria apresentado nestas referências? E na questão familiar? Saímos da carne de alguém, mas de nossos pais nos diferenciamos? Mas como pagar por esta independência? Como não repetir apenas? Como dar passagem para outras possibilidades de vida?

 

Os porcos têm sido pesquisados por sua semelhança genética com os humanos. No Japão há pesquisas para a produção de órgãos de porcos que poderiam ser usados em humanos. Ao destruir corações de porcos, destruo a semelhança. Ainda, pelo símbolo do coração ouso destroçar o discurso amoroso que pretende me conformar. Instituir-me como vazamento na continuidade fixa de padrões de pessoa e mulher.

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